AS LEIS DE MENDEL- RESUMO


segunda-feira, 4 de julho de 2011

AS LEIS DE MENDEL- RESUMO



As pessoas quando ouvem falar de Charles Darwin o relacionam com sua brilhante teoria sobre a seleção natural, que fala que as características pessoais são passadas de pais para filhos em medidas iguais. Então com base nisso, segundo a teoria de Darwin deduz-se que uma mãe inteligente e um pai estúpido, produziriam filhos de inteligência mediana. Isso colocou um problema para a seleção natural, pois ainda que um indivíduo “superior” aparecesse em uma espécie, essa característica superior desapareceria aos poucos através da reprodução.

Em resposta disso, Darwin modificou sua teoria, incorporando a proposição de Lamark de que a forma de criação, assim como a natureza, deve guiar o desenvolvimento individual. Entretanto, Darwin havia suposto que as mudanças evolucionárias aconteciam gradualmente, essa hipótese logo foi provada falsa, pois Willian Batenson, na Inglaterra, e, Hugo de Vries, na Holanda, descobriram que as espécies podem evoluir em passos bruscos e descontínuos, chamados por de Vries em 1900 de “mutações”.

Porém antes dessas descobertas, em uma geração anterior, o austríaco Gregor Mendel (1822-1884), havia levado a cabo a descoberta de leis da hereditariedade que revolucionaram a biologia, assim traçando as bases da genética, mesmo esse trabalho sendo ignorado durante toda a vida de Mendel, até seus artigos caírem nas mãos de Hugo de Vries, 16 anos após sua morte.





Gregor Mendel realizou experiências muito significantes para o entendimento de algumas lacunas da Teoria da Evolução, sendo que através de experimentos com ervilhas, que realizava em seu próprio mosteiro, foram de grande importância para que conhecêssemos os mecanismos da hereditariedade. Seu objeto de estudo era a ervilha, planta de fácil cultivo e ciclo de vida curto, com flores hermafroditas, ou seja, que possuem os ambos os sexos e que se reproduzem por si mesmas, além de possuírem características simples como amarelas ou verdes, lisas ou rugosas, baixas ou altas, entre outras.

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Por sete anos de 1856 a 1863, Mendel cruzou e produziu híbridos de plantas com características distintas – plantas altas com plantas anãs, ervilhas amarelas com ervilhas verdes e assim por diante. Ele observou com surpresa que tais características não são diluídas nem resultam em meio-termo, mas se mantêm distintas: o descendente híbrido, isto é, resultado do cruzamento de duas plantas distintas, entre uma planta alta e uma anã era sempre alto e não de tamanho médio. Assim como ervilhas amarelas cruzadas com ervilhas verdes produziam ervilhas amarelas, ao invés de ervilhas verde-amareladas.

E ainda mais curioso, quando Mendel cruzava os descentes híbridos altos, a geração seguinte retinha as mesmas características encontradas nas plantas “avós”, a maioria era alto, porém mais ou menos um quarto dela era anã. Da mesma forma ocorreu com a terceira geração do cruzamento entre as ervilhas amarelas e verdes, a maioria era amarela, mas um quarto era verde.

Mendel logo descobriu a matemática por trás desse fenômeno. As plantas, assim como os mamíferos, têm dois “pais”, e cada um contribui com características (alta ou anã, verde ou amarela) para as gerações futuras. Portanto, embora a característica de tamanho pequeno desapareça na segunda geração (que só resultou em híbridos altos) deve ainda conter “instruções” para produzir descendentes pequenos. E de fato, tais instruções devem vir em pares, ou seja, um par de cada pai, e um elemento do par é passado para cada descendente da terceira geração.

Mendel chamou isso de “lei da segregação”, onde as características herdadas são passadas igualmente por cada um dos pais,e, ao invés de se misturarem, elas se mantêm separadas. Isto é, cada uma das características é gerada por um par de instruções, com as instruções “dominantes”, determinando a aparência da prole e as instruções “recessivas” que permanecem escondidas. Estas só aparecem quando ambos os fatores tem em um par são recessivos.

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Além disso, de acordo com a “lei da variação independente” de Mendel, a contribuição de cada pai com um fator é algo relacionado à probabilidade, pois fatores dominantes não têm maior probabilidade de serem passados adiantes do que os recessivos. E também características herdadas são independentes, como as instruções para a altura não tem nada a ver com as instruções para a cor.


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